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18 de set de 2012

SINÔNIMO DE BONS FLUIDOS

Flores e plantas são, inegavelmente, algumas das melhores ferramentas para garantir boas energias em sua casa. Aproveite as deliciosas idéias da mostra Minha Casa e Meu Jardim, na Expoflora, para trazer harmonia ao lar.
(Por, Bel Freire / Fotos, Adriana Barbosa)

A Expoflora, maior feira de flores e plantas da América Latina, que acontece anualmente em Holambra, São Paulo, conta com um espaço de 250 mil metros quadrados e atrações, como exposição de espécies ornamentais, espaço voltado para a decoração de festas e eventos, chuva de pétalas diariamente, shows de música e de dança típica holandesa, passeio turístico, museu, entre outras. A organização do evento decidiu unir a beleza das flores à harmonia na decoração. Por isso, foi criada a mostra Minha Casa e Meu Jardim. 

(Lembrando aos usuários deste blog, que esta postagem que estou fazendo, refere-se a uma matéria antiga da revista Feng Shui em Casa, e não posso mudar o texto, mas a finalidade é mostrar os cantos criados nesta Mostra Minha Casa e Meu Jardim)

São 20 ambientes em uma área de 9 mil metros quadrados, onde colaboraram 35 profissionais de diversas cidades do Estado de São Paulo, como Campinas Indaiatuba, Mogi Mirim, Valinhos, Vinhedo, Artur Nogueira, Cosmópolis, São Paulo e Engenheiro Coelho. O tema "Florais, Flores, Tempo e Ecologia" proposto este ano foi aproveitado pelos arquitetos, designers e paisagistas para realçar a importância de utilizar os recursos de forma mais consciente e segura.
Os ambientes desta matéria provam que beleza, funcionalidade e ecologia podem e devem andar juntos. A boa notícia é que a necessidade de integração entre o homem e o mundo está cada vez mais em destaque.
Todo dia novas bandeiras são levantadas para instigar a conscientização de todos. Com a proposta de aplicar o conceito de ecologicamente correto, a mostra se destacou por ser um exemplo de bem-estar, beleza e harmonia.
Canto asiático
Inspirada nos jardins de Bali, que dão grande destaque à simetria, a paisagista Cintia Rua criou um espaço voltado para a contemplação e o relaxamento, que comporta até um ofurô com cromoterapia, projetado para realinhar o corpo físico e o energético.
Bambu (Madeira), fontes (Água), vasos terracota (Terra), formas redondas (Metal) e flores vermelhas triangulares (Fogo) convivem harmoniosamente neste espaço de descontração, produzindo equilíbrio e bem-estar. Seguindo o tema da mostra, os móveis e os objetos de madeira são produtos de materiais reutilizáveis ou de reflorestamento.
As diversas flores em tons de vermelho ou púrpura tornam a ambientação perfeita para o guá do Sucesso. A cor e a forma triangular das plantas têm o poder de ativar o elemento Fogo, responsável pelo guá, que é alimentado pelo elemento Madeira, presente nos bambus e nos móveis.

Um canto perfeito para meditar e entrar em equilíbrio é a proposta da paisagista.

O ofurô une o conforto da água quente com as benesses da cromoterapia.


De alma lavada
O bem-estar por meio da água é a proposta da designer de interiores Aline Cobra Cornette e da arquiteta e paisagista Maria Cristina Oliveira Araujo. A idéia principal foi criar um ambiente restaurador e interativo que dissocie o conceito de spa dos tratamentos estéticos, erro comum em uma sociedade que valoriza tanto a beleza.
Repleto de benéficas curvas sinuosas, que evitam a aceleração de energia, o reservatório de água dá a forma a todo o jardim, mas é, na verdade, uma pista chinesa - pedras roladas de rio, soltas - feita para que os frequentadores caminhem sobre ela, massageando a sola dos pés e provocando meditação e relaxamento.
O efeito contemplativo do jardim vai além neste ambiente em quem além das plantas ornamentais, as medicinais estão à mão para serem utilizadas no dia-a-dia, reforçando o conceito de interatividade. São espécies como o alecrim (Rosmarinus officinalis), a hortelã (Mentha villosa), o orégano (Origanum vulgarez), a erva cidreira (Lippia alba) e as aromáticas, como a lavanda (Lavandula sp).
Estrela do projeto, a queda d'água escorre por um painel de pastilhas até a pista chinesa.


Jardim japonês
Jardins japoneses contam histórias. Eles podem falar da saga de uma família ou da glória de um país. A designer de interiores e paisagista Mara Silvia Favaro e os paisagistas Luciano Simões e Paulo Afonso Favaro foram beber desta antiga tradição, com muito estudo, para criar um espaço cheio de significados, capaz de incentivar a contemplação e a meditação.
Dependendo de como é enxergada, uma pedra pode significar um pessoa, uma montanha ou mesmo um país. Então, cabe a cada um ler a história contada no jardim. Neste, as pedras têm significado especial. Podem ser uma montanha ou, na posição vertical, representama figura do pai; na horizontal, a da mãe e, nas demais posições, os descendentes.
A água é sinônimo de continuidade, e a ponte reta significa a união entre dois elos. As plantas figuram como matas e florestas, mas também representam as nuvens. As lanternas, segundo Mara, ajudam a clarear a mente e são fontes de iluminação para os espíritos, e o bambu, de característica flexível - pois se dobra ao vento, mas não se quebra - exemplifica como devemos agir perante a vida.
O espaço de cerimônia do chá realça a cultura oriental, que preza receber bem e deseja aos visitantes harmonia, respeito, pureza e tranquilidade.


Roça urbana
Bolo de milho ralado da espiga, leite trazido direto do curral, frutas colhidas no quintal de casa. Para retomar a tradição típica da fazenda, as arquitetas e urbanistas Andréa Arrivabene Napoleone e Peitra de Wit basearam o projeto de paisagismo em plantas comestíveis ou fitoterápicas, cultivadas sem agrotóxicos, que ficam à mão para quem cozinha.
Os canteiros contêm lavanda, pimenta, erva-cidreira, hortelã, camomila, cheiro-verde, alecrim, bananeira, tomate Finestra, salsinha, tomilho, orégano, manjericão, arruda, clorofito e bálsamo. A Prosperidade também é incentivada com frutíferas, como o morango, a romã, a cerejeira, o jambo amarelo e a jabuticaba, além de ser reforçada nos arranjos de pimenteiras e de abobrinhas sobre a mesa. Os móveis, seguindo a proposta ecológica, são de fibra de banana, com estofados de tecido impermeável - propício para ambientes externos. A cozinha une todos os aparatos necessários ao dia-a-dia com uma churrasqueira em aço inox, próprios para reuniões de todos os tipos, seja em um almoço tradicional, seja em um descontraído churrasco.
No quiosque anexo, com cobertura piaçava, a proposta é relaxar tomando um drink antes do almoço ou um chá gelado em uma tarde quente.
Sapos são uma ótima imagem para o Feng Shui, pois fixam a prosperidade no local onde se encontram.


Recanto do bem-estar
É incrível notar como, mesmo sem uma orientação específica de Feng Shui, os projetos da Expoflora apresentam tantos elementos pertencentes à técnica. Pode ser a busca pela harmonia e pelo equilíbrio, própria dos projetos que envolvem a delicadeza das flores ou mesmo a intuição daqueles que estão acostumados a trabalhar em busca do bem-estar nos ambientes. Seja como for, o resultado é visível a olhos acostumados.
Este projeto dos paisagistas Leonardo Bergallo Snizek e Tiago Alonso Mogentale teve como objetivo inicial ser um lugar de descanso e lazer, aliando os conceitos ecológicos às necessidades dos moradores. Por isso, foram usados materiais como madeira certificada, folhagens secas, piso de mosaico português, que contorna o Spa Raia Master (lançamento nacional da Mondialle Design) e vasos de barro produzidos em alta temperatura de queima. O resultado foi além e trouxe à tona importantes aspectos vivenciados pela técnica Feng Shui: a proteção e a energia.
 
Muitas formas arredondadas para não agredir o chi e, nos vasos, as lanças-de-são-jorge protegem o fundo do terreno.
O painel de madeira certificada não usa pregos, encaixando as vigas de forma que elas fiquem seguras.
Dois dragões protegem a entrada do ambiente, como guardiões.

(Feng Shui em Casa ano 7 nº 36 - Ed.Online)

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