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12 de abr. de 2013

CINCO VERSÕES DO BOM E VELHO TIJOLO APARENTE.

Descascar uma parede e descobrir que é formada de tijolos maciços é um achado e tanto. Se você não teve essa sorte, saiba que pode conquistar o mesmo efeito construindo ou revestindo a alvenaria existente - nesse último caso, já existem produtos que imitam, à perfeição, o aspecto original. Para obter resultados decorativos variados, o segredo está no rejuntamento das peças e no acabamento da superfície, que pode ser incrementado ou feito apenas para proteger e realçar a beleza bruta da matéria-prima.

Pintura branca
A sala já ostentava tijolos maciços (22,5 x 10,5 x 5,5 cm*), com junta frisada de 1 cm, quando foi modernizada pelo arquiteto paulista Leonardo Junqueira. O tom, porém, era natural e não agradava a moradora, que planejava retirar os tijolos com o intuito de clarear o ambiente. O especialista interveio: "Eu adoro esse material e, neste caso, estava muito bem conservado. Mostrei à dona da casa que, para conquistar um visual clean, bastava pintar a parede de branco". A superfície foi lixada para remover o verniz anterior e, depois, bastou limpar o pó, passar fundo preparador - que assegura a homogeneidade da pintura - e partir  para a aplicação da tinta látex acrílica.

Estrutura descascada
O arquiteto Luiz Fernando Grabowsky comemorou ao encontrar paredes maciças na construção de 1922 que abrigou a mostra Casa Cor Rio de Janeiro em 2012. O profissional incorporou ao projeto do Loft + Rio uma extensa superfície de tijolões rústicos de 25 x 11 x 6 cm, que vieram à luz após uma talhadeira retirar 3 cm de reboco, cuidando para não quebrar as valiosas peças. A fim de manter a estética original, a junta é cheia, nivelando o rejunte e os blocos. Para chegar a uma massa com coloração semelhante à dos tijolos quase centenários, foram acrescentados saibro e um insumo chamado clarofilito à mistura de argamassa branca e cimento. A aplicação de resina incolor no paredão evita que ele solte pó.

Só revestimento e em tom natural.
Na varanda do apartamento, o jardim vertical é composto de lajotas palha. "Busquei contraste com as cores das plantas que apoiaria nas prateleiras, cada uma formada por quatro tijolinhos", conta a designer de interiores paulista Cecilia Cruz. Cortadas ao meio, as peças para revestimento, de 23 x 11,5 x 5,1 cm, ficaram com 5,5 cm de espessura e deixam ver o rejunte frisado. "Para esse efeito, o pedreiro faz a junta cheia, nivelando argamassa e blocos. Depois, com um frisador ou uma peça de madeira, retira o entremeio, obtendo a profundidade desejada", ensina Alexandre Garcia, da Cerâmica Forte, de São Paulo. Por ter contato com água, a superfície recebeu a proteção de silicone.

Cal no acabamento
Para valorizar esta sala de TV, a arquiteta paulista Madá Campos apostou em tijolos aparentes, assentados com argamassa comum, sem rejunte e, por fim, caiados. "Como o apartamento é antigo, quis dar a impressão de que a parede sempre existiu ali", comenta. Aplicada com rolo, a caiação resultou de uma mistura de cal para pintura e cola branca. "Há outras maneiras, mas essa é a mais simples. A cola confere aderência à cal, que, sem esse recurso, se soltaria em pó ao ser tocada", explica Rodrigo Monea, engenheiro responsável pela obra. Ele lembra que, no caso de se utilizar cal com fixador, a cola é dispensada. Depois de seco, o acabamento foi lixado, de modo que os pontos mais densos fossem desgastados e sobressaísse o aspecto envelhecido.

De pedra e com junta seca
"Os tijolos à vista são o destaque do ambiente e podem ser usados sem medo, pois nunca saem de moda", diz o arquiteto Duda Porto ao explicar o Laboratório gourmet, projeto que integra a edição 2012 da Casa Cor Rio de Janeiro. Para fugir da porosidade do barro, o profissional elegeu uma pedra que imita o material (modelo Duet, da Palimanan, de 22,5 x 1 x 7,5 cm) e aplicou-a com junta seca, ou seja, sem rejunte. A argamassa de assentamento, que fixa a pedra na alvenaria, também não é visível. Como o revestimento não vem impermeabilizado - nem o tijolo -, é recomendável protegê-lo, segundo Alexandre Garcia, da Cerâmica Forte. "Para ter brilho, opte por verniz ou resina acrílica. Se preferir a aparência fosca, passe silicone".

(Texto, Daniella Grinbergas (SP) / Reportagem visual, Daniela Arend (RJ) e Bianca da Silva Pereira (colaboração, SP) / Minha Casa nº 33 ano 4 / Ed.Abril).

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